14 de nov de 2008

Chuva na janela...


O dia estava lindo, sem qualquer nuvem no céu!
Mas, em questão de minutos tudo se modificou...
O vento chegou rápido, e com ele foram chegando
nuvens carregadas, como que trazidas por uma mágica!
O horizonte se tornou sombrio e assustador.
Passou de dia, para noite fechada, em instantes!
Através da vidraça, comecei a perceber
os primeiros pingos de chuva chegando
e irem aumentando de tamanho e intensidade!
Comecei a pensar, como a vida é parecida!
Pois, as vezes, alterno da alegria para a tristeza,
sem ao menos saber o porque!
Quer dizer, sei sim... mas quero me enganar!
Lágrimas escorrem dos olhos, tornando a visão embaçada;
assim como um dor opressiva, toma conta do coração.
Lembranças afloram, e questiono sua validade!
Algumas foram efemeras, outras marcadas a ferro e fogo;
outras trouxeram sorrisos e satisfações;
enquanto outras, deixaram apenas dor e destruição!
Acabo percebendo, que sou refém e prisioneira de mim mesma!
Mesmo em liberdade, tenho a alma entre as grades.
Minha segurança não pode ser alcançada,
pois não tenho para onde fugir!
Um torpor toma conta do meu corpo, me sinto anestesiada!
Ao mesmo tempo, em que tenho a certeza
de que ninguém mais irá me machucar...
Estou viva e posso seguir em frente,
apesar de todos os percalços.
Sou livre...
Sou liberta...
Respiro...
Vivo...
E posso dizer, até, que consigo ser um pouco feliz, agora!
Torno a olhar pela vidraça, e a chuva se foi...
Dando lugar à um lindo pôr-do-sol...
Nem parece que a pouco tempo, isso seria impraticável!
Agora, também, não tenho mais lágrimas...
Apenas a alma está dolorida e o coração sangrando!
Mas devo seguir em frente!
Pois a vida continua e apesar do sofrimento...
Sei que devo continuar!

Guerreira

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